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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tityridae
 Gray, 1840
Subfamília: Schiffornithinae
 Sibley & Ahlquist, 1985
Espécie: L. hypopyrra

Nome Científico

Laniocera hypopyrra
(Vieillot, 1817)

Nome em Inglês

Cinereous Mourner


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Chorona-cinza

A chorona-cinza é uma ave da ordem Passeriformes, da família Tityridae, conhecida também como e maria-pintada e sanhaçu-da-mata (Pará).

Nome Científico

Seu nome científico significa: de Lanio = referente ao gênero Lanius (Linaeus, 1758); picanço; e do (grego) keras = chifre, corno, (i.e. bico); e do (grego) hupo = secreto, escondido; e pur = fogo; hupopuros = com fogo secreto. ⇒ Picanço com bico e fogo secreto ou Lanio bico e fogo secreto. A palavra hypopyrra refere-se a mancha de cor alaranjada que esta ave apresenta escondida sob as asas.

Características

Mede entre de 20 e 21 centímetros de comprimento de comprimento e pesa entre 41 e 51 gramas.
A coloração geral é cinzenta com as rêmiges e retrizes um pouco mais escuras. Apresenta conspícuas manchas de coloração castanho-alaranjada, nem sempre visíveis nas laterais do peito. Estas manchas ficam posicionadas próximo ao encontro das asas. As pontas das grandes coberteiras também apresentam pintas de coloração castanha, formando uma tênue barra alar pontilhada e descontínua. A ponta distal das retrizes também é de coloração castanha.
Possui olhos escuros circundados por um estreio anel periocular de coloração alaranjada. O bico é escuro e os tarsos e pés são de coloração cinzenta. Os filhotes desta espécie possuem penas laranjas com bolinhas pretas, uma aparência que praticamente os anuncia para qualquer predador, a menos que os predadores o confundam completamente com outra criatura. “Os filhotes desta espécie parecem uma lagarta peluda”, disse Gustavo Londoño, pesquisador da Universidade ICESI na Colômbia, “e essa lagarta é conhecida por ser tóxica”. Sendo assim, a aparência do filhote repele possíveis predadores.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List, 2017; Piacentini et al. 2015).

Alimentação

Alimenta-se de insetos e frutos.

Reprodução

Esta espécie tem um longo período de ninho pelo seu tamanho (20 dias), provavelmente devido a baixa taxa de provisão alimentar (por volta de uma alimentação por hora). Argumenta-se que a baixa taxa de crescimento, combinada com a alta predação de ninho, favoreceu a evolução do mecanismos antipredação como as características morfológicas e comportamentais desta espécie.

Hábitos

Varia de incomum a localmente comum no sub-bosque e no estrato médio de florestas úmidas de terra firme. Vive geralmente solitária e é difícil de ser observada, embora seu canto, repetido insistentemente pelo macho, possa ser ouvido com freqüência.
Pelo fato de predação ser uma importante causa de falha reprodutiva, a seleção deve favorecer estratégias que reduzem a possibilidade de predação no ninho. Foi descrito mimetismo batesiano (aspecto de lagartas tóxicas da família “Megalopygidae”) em morfologia e comportamento dos ninhegos desta espécie. Ao nascer o ninhego tem uma cor alaranjada brilhosa específica e penas modificadas por todo seu corpo, e 6 dias após a eclosão,começa a mover sua cabeça bem vagarosamente de um lado para o outro (em um “movimento de lagarta”) quando perturbado. Este truque lhe dá aparência de uma lagarta peluda e aposemática (não palatável/comestível indicada por sua coloração de alerta). Este artifício serve para evitar ser comido por cobras e macacos.

Distribuição Geográfica

Ao longo de toda a Amazônia brasileira e na Mata Atlântica, do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. Encontrada também nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Referências

Galeria de Fotos